Fala Focado! Fala Focada!

Muito bem, você engajou e já conseguiu tirar aquela pilha enorme de trabalho da sua frente. UFA! Imagino que já esteja usufruindo das benesses de não ter tantos incêndios para apagar e até deve estar achando monótono né?

PUBLICIDADE

Lembra que eu comentei que o GTD é Botton-top? Então, nos horizontes de foco é que começamos a escalar os níveis em que sua atenção evolui das tarefas do dia a dia até chegar aos seus valores e propósito de vida.

Há duas analogias para entender os horizontes de foco. Uma é a das altitudes (pista de decolagem, 10 mil pés, 20 mil pés, 30 mil pés, 40 mil pés e 50 mil pés), a outra é a da montanha, que eu gosto mais.

Imagine-se olhando para uma montanha. A partir da base, você consegue ver toda a montanha, ou seja, você enxerga todos os horizontes. A partir do pico da montanha, você consegue enxergar, além de toda sua extensão até a base, você ainda consegue enxergar longe o que está chegando (uma chuva, uma tempestade, um tempo claro), coisas que você não vê tão claramente quando está na base da montanha.

Olha só a sua montanha e como os horizontes de foco se distribuem nela:

Imagem1

Ações: na base da montanha, estão as suas ações do dia a dia. O foco é a execução dessas ações que movem você para diante. Com o fluxo das 5 fases, você domina o que ocorre nessa área e mantém controle daquilo que é seu compromisso. Estar afiado nessa área te garante uma redução de ruídos das coisas que chamam sua atenção, mas ainda não desenvolveu a perspectiva.

Projetos: são as ações que possuem mais de um passo para serem concluídos. Aqui já saímos um pouco do dia a dia, para termos uma visão mais semanal dos seus compromissos. Durante as revisões semanais você consegue monitorar a evolução dos seus projetos.

Áreas de Responsabilidade: aqui é que começamos a ter uma reflexão de aspectos da nossa vida um pouco mais relevantes que apenas os projetos e ações. Necessariamente não são novos projetos e ações, mas uma reflexão sobre os diversos papéis que temos na vida em um dado tempo. Desempenhamos papéis profissionais e pessoais, tais como: pai/mãe, filho/filha, cidadão/cidadã, membro da sua religião, gerente, líder de equipe, saúde (a sua saúde, física e mental), estudante, aprendiz, etc. Quem vai definir os papeis que você irá dar atenção é você mesmo. Nesse ponto, não é foco revisar semanalmente, pois o horizonte de prazo para dar uma olhada em como você está em cada papel que você desempenha é de um a três meses. O foco durante essas revisões mensais a trimestrais é: há alguma ação ou projeto que preciso ativar para que eu acompanhe a evolução daquela área de responsabilidade que eu gostaria de ver melhor cuidada?

Os próximos três níveis da montanha: as metas/objetivos, visão e propósito são níveis que acabam sendo trabalhados meio que em conjunto. Isso ocorre em função da dinâmica das nossas próprias vidas que em razão das circunstâncias externas ou mesmo internas acabam influenciando para que alterações e ajustes sejam feitos nesses níveis e a partir dessas alterações os demais níveis são influenciados. Vou dar um exemplo pessoal. Até Outubro de 2016, eu estava em uma posição no meu trabalho e tinha metas/objetivos, visão e propósitos alinhados com essa realidade. Houve uma mudança que exigiu eu voltar para Belo Horizonte em Novembro. Os meus propósitos pessoais não alteraram, mas a maior parte da visão e metas/objetivos simplesmente não puderam ser mantidos e ajustei conforme a nova realidade. Por questão de didática vamos falar individualmente sobre cada um.

Metas e Objetivos: nessa altura da nossa montanha, olhamos para horizontes de tempo de um a dois anos. Que viagem você gostaria de fazer? Que curso gostaria de fazer? Que bem você gostaria de comprar dentro desse horizonte de tempo? Que resultados você quer estar alcançando no seu trabalho? A partir das respostas a esse tipo de perguntas (veja, você pode se fazer bem mais perguntas), você começa a organizar novos focos de suas áreas de responsabilidade (ou novas áreas) bem como desencadeia novos projetos e ações alinhados com as metas e objetivos definidos.

Visão: aqui é igual à visão do planejamento estratégico comumente usado em empresas. Onde você quer estar entre 3 a 5 anos? O que deseja estar fazendo nesse tempo? Que faturamento você deseja para sua empresa nesse tempo? Como você deseja estar em termos de saúde nesse tempo? A partir das respostas a essas perguntas, você poderá definir sua visão (ou visões) e com isso desencadear metas e objetivos alinhados a essa visão.

Propósitos e Valores: aqui é o horizonte mais alto. No pico da montanha você tem condições de refletir sobre as coisas, atitudes e aspectos que valoriza (ética, moral, honestidade, respeito, perseverança, etc…) bem como seu propósito. Nesse nível não é tão fácil fazer alterações, mas elas são possíveis também, inclusive vou mostrar com outro exemplo pessoal. Antes eu tinha um propósito que desenvolvi em uma análise de coach online que era assim: “Eu devo ser a melhor versão de mim mesmo”. O tempo passou e eu percebi que esse propósito estava incompleto e depois de uma reflexão, descobri que o que fazia eu pular da cama todos os dias estava mais alinhado com essa nova versão do meu propósito: “Buscar ajudar os outros a serem a melhor versão deles mesmos, sendo a minha melhor versão nesse processo”. Inclusive, foi com esse segundo propósito que o Balanço Focado nasceu e vai se desenvolver.

Com esse post, encerro o tema GTD e sua aplicação. Nos próximos posts vamos continuar falando de boas práticas, de outras técnicas, artigos traduzidos e muito mais, buscando sempre trazer conteúdo de qualidade e relevante para você.

Um abraço Focado!

Fernando Sobrinho

Não fique aí quietinho, se quiser dar um pitaco, esse espaço aqui é seu!

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.