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O artigo de hoje é voltado para você que é fã de papel e caneta e gosta de fazer as coisas no campo físico, inclusive a gestão das suas tarefas.

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O Bullet Journal, ou como é conhecido pelos usuário desse sistema, “BuJo”, é uma metodologia que busca ser minimalista no processo de gestão de tarefas, tanto no campo do método em si, quanto pelo fato de dispensar o uso equipamentos tecnológicos para seu efetivo funcionamento. Tudo o que você usa é um caderno de anotações e uma caneta.

Ele foi desenvolvido pelo Designer de Produtos Digitais Ryder Carrol, como uma tentativa de trazer algum melhor controle para seu transtorno de déficit de atenção, que em suas palavras, não é que ele não tinha foco, ele tinha foco em coisas demais ao mesmo tempo. Você pode assistí-lo falando sobre o propósito de sua criação feito em um TEDx em Yale nesse link.

O método funciona como um diário (journal), mas com técnicas para fazer com que as anotações sejam tão rápidas quanto uma bala (bullet). E a grande vantagem é que você pode adaptar alguns dos módulos para as suas necessidades pessoais, tornando o seu uso menos engessado como são outras metodologias.

Como funciona:

1. Você pega um caderno de anotações (o modelo Moleskine, pontilhado, é uma ótima indicação);

2. Você anota o número de cada página nele (isso precisa ser feito a cada novo caderno);

3. A primeira informação a ser registrada no caderno é o Index (que é um dos 4 módulos de informação do seu BuJo). Nesse local que pode ocupar umas 5 páginas iniciais você irá registrar algumas referências a assuntos que serão inseridos nas próximas partes do seu sistema. Ao registrar as referências, você anota uma curtíssima descrição e as páginas onde estão as informações dessa descrição curta;

4. Na sequencia você insere um novo módulo denominado de Future Log (registros futuros). Nele você vai usar 4 páginas, sendo que cada terço de cada página é o espaço para um mês. No Future Log, você registra eventos, tarefas que vão ainda acontecer;

5. Em seguida vem o Monthly Log (registros mensais). Nele você vai usar duas páginas. Na página da esquerda, que será usada como Calendário (Calendar Page), você vai colocar o mês como título e vai escrever os números de cada uma das datas daquele mês (se for mês de 31, será de 1 a 31), com a respectiva inicial da semana do dia. Esse calendário te dá uma visão rápida de como está o seu mês e nele você registra eventos que vão acontecer ou mesmo que aconteceram, bem como tarefas que possuem datas. A página da direita será usada como Página de Tarefas (Task Page) e nela você registra tarefas que deverá fazer naquele mês, bem como registra as tarefas não realizadas no mês anterior;

6. A próxima parte é o Daily Log (registros diários) em que você vai usando à medida que os dias vão passando. Você não vai registrar cada dia em uma página, mas à medida que faz o registro que aconteceu naquele dia, uma vez ele findado, logo abaixo você registra o próximo dia e assim até acabar o mês. O próximo Monthly Log vem na página seguinte, após o Daily Log do mês que encerrou;

7. Detalhe sobre os registros no BuJo:

* Uma tarefa é registrada com o símbolo ” • “
* Um evento é registrado com o símbolo “o”
* Uma anotação é registrada com o símbolo “-“
* Uma tarefa concluída recebe o símbolo “x”
* Uma tarefa transferida para o mês seguinte recebe o símbolo “>” (e deve ser devidamente registrada no Monthly Log do mês seguinte, na Task Page);
* Uma tarefa transferida para um mês futuro recebe o símbolo “<” (e deve ser devidamente registrada no Future Log, no respectivo mês);
* Uma tarefa que não foi feita e deixa de ter importância deve ser riscada como o tachado.

Confesso que eu achei bastante legal e até para o fato que eu me peguei pensando sobre, que é o fato de que você vai acabar reescrevendo bastante coisa, o autor tem uma explicação: ao “forçar” ter que reescrever, você naturalmente entra em um processo de reavaliação sobre se aquela tarefa é realmente necessária, isso devidamente calibrado deixaria de ser um problema.

O sistema Bullet Journal é visualmente bacana, ajuda na cognição (escrever à mão é um baita de um exercício cognitivo), é organizado e robusto. Sua deficiência está na limitação do caderno, pois aquelas pessoas que registram cada mínima tarefa acabarão por correr o risco de ter que usar mais páginas do que o razoável e fatalmente usar muito mais cadernos do que seria o sugerido. Sim, eu conheço gente que possui em seu sistema centenas, eu disse centenas de ações que irão fazer e o BuJo definitivamente não é para esse tipo de gente.

Você ficou com vontade de conhecer mais? Vá no site http://bulletjounal.com. Lá tem um guia que te ajuda a implementar o uso do Bullet Journal e você poderá se aprofundar ainda mais na metodologia.

Um abraço focado

Fernando Sobrinho

Não fique aí quietinho, se quiser dar um pitaco, esse espaço aqui é seu!

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