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Aprendizado. Já passou aquele aperto para aprender uma matéria difícil sabendo que teria uma prova? Ou ainda que a data do concurso está chegando e tem alguns conteúdos que você ainda não se sente preparado?

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Pode ser na escola, na faculdade, no trabalho ou em um concurso. É um terror enorme você saber que precisa aprender algo, tem pouco tempo e ainda vai ser avaliado por isso. Como fica aquela oportunidade se você não conseguir?

Meu amigo, minha amiga, Richard Feynman já nos deixou a solução. Ele foi um físico que ganhou o Prêmio Nobel de Física em 1965, mas não por essa ideia. Na verdade Feynman foi muito conhecido por conseguir explicar conceitos complexos de física de forma muito simples e fáceis para uma pessoa não familiarizada entender. E é por aí que vamos comentar sobre o método usado por ele.

Feyman defendia que há duas formas de conhecimento, uma que foca em saber o nome de alguma coisa e a outra em saber de fato sobre essa coisa. Seu método ajuda a desenvolver a segunda forma de adquirir conhecimento.

São quatro passos:

1. Escolha um conceito: não importa o que seja, escolha aquele conceito que você deseja desenvolver o conhecimento e aprender sobre ele, ou que é de sua vontade aprender. Aqui vale tudo viu, de economia doméstica a equilíbrio entre os astros no universo;

2. Escreva-o como se estivesse ensinando uma criança: escreva tudo sobre o conceito que você já sabe, mas faça isso da maneira mais simples possível. Um exercício bom para essa etapa é imaginar que você está explicando isso para uma criança. Inclusive acredito que no filme Filadélfia, aquele em que o personagem de Denzel Washington é um advogado que ajuda o personagem do Tom Hanks sempre pede explicações sobre o que a pessoa quer resolver como se ele tivesse 5 anos. Pode não ter nada a ver, até pesquisei se havia algum motivo e não achei nada, mas acho que é uma referência a essa técnica do Feynman. Evite jargões e expressões que partam do pressuposto de que quem vai ter contato com esse conhecimento já sabe o conceito desses termos. Também não omita nada que imagine estar subentendido, aliás, se você achar que está subentendido, é o gatilho para trazer para a luz;

3. Volte no tema e pesquise sobre ele: Depois de concluída a etapa anterior, certamente você terá ciência que existem lacunas no desenvolvimento do conceito que você escolheu, coisas que você esqueceu e/ou coisas que não conseguiu explicar. Esse passo é muito importante, pois aqui é onde o aprendizado ganha volume. Pesquise fontes de informações sobre o tema para achar essas lacunas, absorva o conhecimento e com essas novas informações volte ao seu trabalho para eliminar as lacunas, mas sempre com a pegada de fazer como se estivesse explicando para uma criança, evitando os jargões e omissões;

4. Revise e simplifique ainda mais: Concluída a etapa anterior você irá se sentir mais seguro de que todos os espectros do conceito que você está explorando foram contemplados. É chegada a hora de simplificar mais e alcançar o nirvana do conhecimento: usar analogias para explicar esses conceitos. Analogias são uma poderosa ferramenta de transmissão e retenção de conhecimento, então use e abuse.

Fica claro que a metodologia do Feynman não tem daquelas fantasias de aprender em 2 dias o conteúdo de 2 anos. É óbvio que haverá um nível razoável de empenho no estudo para quem quiser depois performar um resultado positivo. Direcionando o como fazer, Feyman proporciona uma redução no atrito gerado pelo esforço dessa atividade intelectual, comparativamente a uma pessoa que simplesmente vai ler e tentar absorver algum conteúdo para depois precisar dele.

Sugestão final desse que humildemente compartilha essas informações com você: depois de fazer os quatro passos, para poder fechar com chave de ouro é só fazer um mapa mental.

Um abraço Focado e Estudado,

Fernando Sobrinho

Não fique aí quietinho, se quiser dar um pitaco, esse espaço aqui é seu!

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