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E aí? Está acompanhando a série sobre o Modelo de Análise e Solução de Problemas? Está gostando? Não deixe de mandar o seu feedback que é como eu já disse: Feedbacks são o alimento de quem produz conteúdo.

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Para não ficarmos em um tema monopolizando o nosso Blog por muitas semanas, vou começar hoje uma outra série, assim você terá contato com mais de um assunto sendo tratado aqui no Balanço Focado. Só faço o regsitro de que a temática, o pano de fundo, sempre vai beber na fonte do tema produtividade.

A presente série, vai estar dentro do segmento que denominamos “É a Produtividade, estúpido!“. Nele fazemos análises sobre algumas leis que são criadas ou decisões que são tomadas sem a observância básica se aquilo que está sendo proposto de fato vai trazer os resultados esperados ou simplesmente vai criar mais motivos para aumentar gastos e diminuir a eficiência.

É importante eu alinhar a expectativa com você de que não tenho o objetivo de analisar se um governo de direita, de esquerda ou de centro são melhores uns do que os outros, mas tão somente analisar as decisões, às vezes duras, às vezes difíceis, sendo tomadas com coragem e trazem resultados surpreendentes, sob a ótica não de um articulista político, mas um cidadão que paga impostos e espera um mínimo de bons serviços públicos como retorno, notadamente em educação, segurança e saúde.

A série vai ter como base um artigo muito bem escrito e postado no site do Mises Brasil www.mises.org.br denominado “Como a Nova Zelândia reduziu o estado, enriqueceu e virou a terceira economia mais livre do mundo”. O texto original pode ser lido no link a seguir: https://www.mises.org.br/Article.aspx?id=2260

E por qual razão é importante tratar desse tema nesse artigo?

No texto foi explicado que na década de 80, os gastos do governo consumiam cerca de 44% do PIB e já era um PIB sofrível dado que no passado a Nova Zelândia já tinha sido um país razoavelmente produtivo.

Trazendo um dado comparativo para o seu conhecimento em 2016, o PIB do Brasil foi de R$ 6,3 trilhões de reais (Fonte: IBGE), enquanto que o orçamento aprovado para o mesmo ano correspondia a R$ 3,05 trilhões de reais (Fonte: Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão). Sim são TRILHÕES de reais. Fazendo as continhas devidas, temos que nosso governo, em 2016, sapecou 48,41% da riqueza gerada no país. Está vendo a diferença? Enquanto que na Nova Zelândia da década de 80, chegar ao patamar de 44% estava tornando tudo quase insustentável, no Brasil do século XXI, nosso governo já levava quase metade de tudo o que foi produzido no país, no mínimo era para estar diferente né?

Agora vamos fazer a mesma conta mas usando os fatos e as estimativas que temos até essa data (26/01/2018, quando estou escrevendo esse artigo). O orçamento de 2017 do governo federal foi estabelecido em 3,505 trilhões de reais (Fonte: Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão), um crescimento de 14,92% nas despesas, quando comparamos com 2016. Já o PIB de 2017 só será conhecido no fim de Fevereiro ou início de Março. O FMI faz um estudo e apresenta previsões do crescimento do PIB ao longo do ano e agora, no início de 2018 fez seu ajuste final para um crescimento do PIB brasileiro na ordem de 1,1%, quando comparado a 2016. Concretizado esse cenário, teremos uma mordida na riqueza gerada no país de 55,03%, 11% a mais de quando a Nova Zelândia estava indo para o buraco.

Então fica claro que se continuar dessa forma, as despesas crescendo mais que a geração de riqueza o país entrará em colapso e precisamos urgentemente que aconteça algo que altere o curso dessa projeção negativa, ou daqui a pouco, o Brasil se tornará, com muitas sequelas, inviável financeiramente. Essa ação efetiva, que transforma, em primeira análise é a mudança do mindset do brasileiro, por isso a série de artigos que estou propondo aqui é importante. Ou mudamos o nosso mindset, ou teremos um destino fatalmente parecido com o da Grécia.

Hoje eu vou parando por aqui e não vou estabelecer de pronto quantos serão os artigos dessa série, mas prometo que à medida que formos inserindo os novos artigos, vou fazer aquela mágica do referenciamento entre todos eles para que em qualquer texto que você esteja lendo sempre exista um índice para a série toda.

Um abraço focado

Fernando Sobrinho

Índice

001 – A fórmula para fazer um país crescer – Introdução (é este artigo aqui)

002 – A fórmula para fazer um país crescer – País Rico = Estado Mínimo

003 – A fórmula para fazer um país crescer – Educação + Educação + Educação = Crescimento

004 – A fórmula para fazer um país crescer – Reduzir Subsídios e Aumentar Competitividade

005 – A fórmula para fazer um país crescer – Mágica?

Não fique aí quietinho, se quiser dar um pitaco, esse espaço aqui é seu!

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