A Mágica da Nova Zelândia

Falamos bastante sobre esse país incrível que deu uma volta por cima fenomenal na década de 80 fazendo aquilo que entendemos que deve ser feito aqui no Brasil. Se você acompanhou até aqui, sabe que não teve nada de mágica né? Priorização e cuidar de verdade dos problemas vivenciados com coragem é que foi a resposta.

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Se você acompanhou os outros artigos, percebeu que eu sempre dava informações sobre o Brasil para depois mostrar como era na Nova Zelândia. Não foi? Como hoje é o último episódio dessa série de artigos. Vou fazer um pouco diferente falando apenas sobre a Nova Zelândia.

Onde fica a Nova Zelândia?

Se você se fez essa pergunta e não deu tempo de ir dar uma pesquisada, xá comigo. Dá uma olhada no mapa aí abaixo, ali embaixo ó:

Sim, esse país fica do outro lado do mundo, próximo à Austrália (e mesmo assim fica a 2000 km de lá) e faz parte da Oceania. Com duas grandes massas de terra e outras pequenas ilhas, a Nova Zelândia possui menos da metade do tamanho do estado de Minas Gerais.

Sua população é de aproximadamente 4,4 milhões de pessoas e a economia é baseada fortemente em cultura extrativista e pecuária. Esta que inclusive é responsável por quase 40% do PIB (carne, leite e derivados). Outra forte vocação do país é o turismo que contribui com mais 9%, aproveitando a fama de ser uma terra de aventura, ecologicamente correta e que atrai cerca de 2,4 milhões de turistas anualmente. Com destinos naturais, como Milford Sound, o Monte Cook, as Cavernas de Waitomo, o Parque Nacional Abel Tasman e a Travessia Alpina do Tongariro.

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Se você assistiu a trilogia do Senhor dos Anéis ou do Hobbit saiba que não é só o diretor Peter Jackson é de lá. As locações das filmagens também foram na Nova Zelândia:

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Nova Zelândia e decisões que inspiram

Um governo diferente para fazer diferente, que respeita o suado trabalho de seu povo. Isso aprendemos com as lideranças neo-zelandesas. Sempre se questionando se algumas despesas devem realmente existir.

Na última parte do texto publicado no site do Instituto Mises Brasil, o autor comenta sobre como foi tomada uma decisão sobre a extinção de um órgão estatal inteiro que cuidava das renovações de carteira de habilitação. Veja como se deu isso:

Os responsáveis pelo órgão estavam recomendando um aumento no valor da taxa das carteiras de habilitação, uma vez que os custos para realizar as renovações não estava sendo coberto pela arrecadação. Foi perguntado então como reemitir um novo documento atestava a competência do condutor, já que ele tinha sido atestado quando passou no teste a primeira vez. Depois de 10 dias os responsáveis pelo órgão comentaram que a necessidade se dava para fazer a identificação do condutor. Ora, se há necessidade de um documento de identificação, então ela já estava atendida pela carteira de identidade.

Assim, todo o processo de renovação foi modificado, sendo exigido apenas quando a pessoa atingisse 74 anos. Só então anualmente ela seria testada em sua competência para dirigir. Dessa forma, as novas taxas deixaram de existir bem como um bom pedaço do Ministério dos Transportes. Está vendo como deve ser a postura de um responsável pela coisa pública?

Aprendeu gafanhoto?

Bom, se todas as informações dos artigos não foram suficientes para fazer você perceber que ter essa postura das lideranças políticas veja abaixo uma notícia veiculada aqui no Brasil sobre o ranking anual de percepção da corrupção:

“A Transparência Internacional publicou seu ranking anual de percepção de corrupção. O Brasil caiu 17 posições, está em 96º numa lista de 180. Lá pela metade, na mesma posição de Colômbia, Peru, Indonésia, Tailândia. A Nova Zelândia lidera, como o país menos corrupto. A Somália está em último. A Argentina está melhor do que nós, assim como Índia e Gana.”

Nesse ano de 2018, lembre-se da história da Nova Zelândia. Saiu de um país fechado, protecionista e cheio de problemas para em poucos anos tornar-se uma potência mundial. Lembre-se que eles tem um espaço de terra duas vezes menor que o Estado de Minas Gerais. Lembre-se que tem uma população cerca de 50 vezes menor que a brasileira. Lembre-se que a Austrália, país mais próximo, fica a 2 mil quilômetros de distância.

Sobretudo que foi um país que entendeu que o estado de bem-estar social (o famoso welfare state) não se dá distribuindo a riqueza de quem produz para quem não produz. Na verdade, isso se faz criando condições para todos produzirem com qualidade. Isso sim viabiliza poderem viver um bem-estar digno. Valorização do seu trabalho, confiança nas trocas voluntárias e a busca de servir o outro.

Tenha convicção que não é um governo de esquerda, de direita ou de centro que vai fazer o Brasil ir para o caminho certo. É um governo que esteja comprometido em tomar boas decisões para isso acontecer.

He hika arotahi,

Fernando Sobrinho

Índice

001 – A fórmula para fazer um país crescer – Introdução

002 – A fórmula para fazer um país crescer – País Rico = Estado Mínimo

003 – A fórmula para fazer um país crescer – Educação + Educação + Educação = Crescimento

004 – A fórmula para fazer um país crescer – Reduzir Subsídios e Aumentar Competitividade

005 – A fórmula para fazer um país crescer – Mágica? (é este artigo aqui)

Não fique aí quietinho, se quiser dar um pitaco, esse espaço aqui é seu!

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