E nesse sexto artigo vamos dar um mergulho rápido em mais uma política que tenta fazer as coisas ficarem mais acessíveis, mas no fim acaba por fazer o tiro sair pela culatra. Eu chamo de efeito bumerangue, pois faz parecer que o problema deixou de existir, mas na verdade ele vem mais forte e sem você esperar por isso.

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Lembrando que esse é mais um artigo inspirado em um artigo que foi publicado no Instituto Mises Brasil e pode ser acessado no link a seguir: Quer reduzir a pobreza de maneira definitiva? De início, eis as 12 políticas que têm de ser abolidas

Crédito imobiliário subsidiado

Os ricos, por causa de sua menor propensão ao calote, têm acesso fácil a financiamento imobiliário barato e subsidiado pelo estado, via bancos estatais. (Os empréstimos dos bancos estatais são baratos porque o Tesouro repassa dinheiro de impostos a esses bancos, o que permite que eles cobrem juros menores)
Isso eleva a demanda por imóveis e faz os preços subirem.
Com os imóveis mais caros, os pobres são empurrados para o “Minha Casa Minha Vida”, um programa estatal criado exatamente para tentar remediar os efeitos inflacionários nos imóveis causados pela expansão do crédito estatal. Trata-se de um programa para tentar facilitar a aquisição de imóveis pelos mais pobres por meio do endividamento destes perante os bancos.
Na prática, o governo criou um programa (Minha Casa Minha Vida) para remediar os efeitos causados por outro programa (crédito barato de bancos estatais para a compra de imóveis, utilizado pelos mais ricos).
Ao incentivar a demanda por imóveis do Minha Casa Minha Vida, os preços destes também sobem.
No final, tudo ficou mais caro.
E a consequência é que os pobres ficam ou sem capacidade de adquirir uma casa (indo para as favelas) ou endividados para o resto da vida.

Esse artigo é o mais fácil de entender. Ele prova que criar um fomento artificial deturpa o comportamento do mercado, faz ele se comportar de um jeito que muitas vezes não é controlável ou que as consequências não são totalmente conhecidas.

É o perfeito exemplo de atacar um problema atuando em seus efeitos e não na causa criando assim uma espiral negativa que a cada ciclo vai se reforçando negativamente.

Para não ser repetitivo, não vou explicar como a espiral negativa vai se desenvolvendo, mas vou bater na tecla de que o erro do governo é achar que uma canetada dessas se resolve o problema do acesso à casa própria para os mais pobres.

Só se resolve problema de renda das pessoas garantindo liberdade econômica, leis mais flexíveis e alinhadas com a realidade atual e principalmente, uma melhor e mais simples política tributária.

Boa parte da solução está exatamente na extinção dessas 12 políticas que estamos mencionando aqui e de forma insistente, mas ainda assim ainda não é a fórmula acabada para termos uma sociedade mais próspera.

Um abraço libertariamente focado,

Fernando Sobrinho

Índice das 12 Políticas

01-Salário Mínimo, Encargos Sociais e Trabalhistas
02-Leis Contra o Trabalho Infantil
03-Políticas monetárias expansionistas e subsídios
04-Políticas fiscais expansionistas
05-Tarifas protecionistas
06-Crédito imobiliário subsidiado – (é esse artigo aqui)
07-Proibição de títulos de propriedade em favelas
08-Impostos indiretos
09-Agências reguladoras
10-INSS e FGTS
11-Leis anti-ambulantes
12-Burocracia e regulação
13-Conclusão

Não fique aí quietinho, se quiser dar um pitaco, esse espaço aqui é seu!

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