Ter um emprego em tempo integral, ser casado com dois filhos, fazer pós-graduação, fazer um curso de filosofia, ter um Blog e um Podcast é um bocado de atividade para uma pessoa só não é verdade?

Mas ter um propósito claro e técnicas que ajudam a se sentir confortável em meio a esse caos permitem que o peso dessas atividades fique distribuído de forma que não gerem impactos negativos para a saúde física e mental e eu vinha me organizando muito bem nos últimos meses.

PUBLICIDADE

Só que a vida meus amigos, é uma caixinha de surpresas e na última semana de Maio eu me vi em uma situação que até então nunca tinha enfrentado. Meus pais, depois de uma forte onda de frio que passou pela minha terra natal, acabaram ficando muito debilitados. Meu pai conseguiu se recuperar mas minha mãe precisou ficar internada por causa de uma pneumonia.

Foram vários dias até que o quadro dela ficasse estável e o perigo tivesse realmente passado e confesso que fiquei muito, muito preocupado. Esse foi o motivo de eu me afastar um pouco das atividades do Blog e do Podcast e agora que as coisas estão mais estáveis resolvi compartilhar com vocês essa experiência. Ela ainda encontra-se internada, mas já saiu da UTI e está em franca evolução contra a pneumonia e todos os efeitos negativos causados por doença.

De fato é uma experiência muito ruim, mas eu sempre tive a cabeça voltada para o entendimento que mesmo passando por experiências ruins, o que de bom eu consigo extrair delas? Eu tenho uma máxima comigo que sempre compartilho quando posso: não posso controlar o que acontece comigo, mas posso controlar como eu reajo e como eu reajo me define. Independente da sua crença eu não acredito que Deus, Buda, Shiva (ou qualquer outro gnosticismo que você acredite) simplesmente permita a existência de dificuldades como forma de punição. Pelo contrário, elas servem exatamente para a elevação do nosso espírito. São experiências para nos tornar mais resistentes, mais fortes e preparados para enfrentar os desafios da vida.

Bom com essa cabeça, mas nunca deixando de lamentar pelo sofrimento físico que minha mãe estava passando e pelo sofrimento emocional do meu pai, me vi impelido a partir para a ação, pois ficar parado lamentando estar distante não iria ajudá-los, muito menos me trazer qualquer tranquilidade.

Então depois de negociar alguns dias no trabalho para compensar posteriormente (gratidão aos meus gestores pela compreensão) parti para a minha terra natal sabendo que além de acompanhar minha mãe e meu pai, fazer-lhes companhia, eu teria que criar alguma estratégia para que eles conseguissem passar por essa situação. Fiz um monte de coisas que trouxeram facilidades para eles enfrentarem essa barra. Pode parecer estranho, mas algumas coisas práticas são muito complicadas de serem resolvidas quando se tem um ente querido hospitalizado. Por exemplo: como minha mãe conseguiria receber a aposentadoria? Como meu pai pagaria as contas, estando ela hospitalizada? Como ele iria cuidar da casa, de roupa e ainda se alimentar de forma saudável para não adoecer? Enquanto eu estava lá com eles, algumas dessas coisas ficariam fáceis de resolver, mas eu não teria condições de ficar o tempo todo lá, pois teria que voltar ao trabalho.

Resolvi o problema do depósito da aposentadoria da minha mãe e foi muito divertido ensinar meu pai usar o internet banking no celular. Pronto, ele não precisava mais sair para sacar o dinheiro no banco e ir pagar as contas em lotéricas mais. Sim, meus pais sacavam a grana no banco para pagar as contas fisicamente e essa prática não é um demérito, conheço muitas pessoas não usam internet banking por medo, mas nos dias atuais, é muitíssimo mais arriscado você andar com o dinheiro no bolso, ainda mais para pagar contas… É nossa obrigação fazer as pessoas superarem esse medo para que elas fiquem mais seguras.

Com ajuda da minha cunhada consegui contratar uma moça para ir duas vezes por semana cuidar da casa, das roupas e fazer comida. E finalmente contratei um serviço que conheço ter apenas na minha terra natal e lamento muito não ter aqui na capital. É um serviço de ambulância particular, mas que na verdade serve para resolver aqueles atendimentos de emergência que fazemos uso, principalmente fora de hora (quem nunca levou filhos vomitando no hospital de madrugada né?). Esse serviço, por uma assinatura mensal relativamente baixa, serve para essa finalidade. Ao invés de nos deslocarmos para o hospital, o atendimento de emergência vem até a nossa casa e faz o primeiro atendimento que pode ser desde uma checagem básica, passando por uma medicação com prescrição de receita até se for o caso as providências para deslocamento da pessoa que está passando mal até o hospital mais próximo. Eu realmente ficaria mais tranquilo se tivesse um serviço assim aqui na capital….

Logo vou mandar notícias assim que ela poder ir para casa. Acompanhe pelas redes sociais.

No próximo artigo eu vou comentar sobre as coisas que fiz para poder suportar aquelas angustiantes horas de espera no hospital sobre notícias de como está o nosso ente querido.

Aos amigos que tem mantido minha mãezinha em suas orações, os que deram força, os que mandaram mensagens, gratitude a cada um de vocês.

Um abraço saudavelmente focado,

Fernando Sobrinho

Não fique aí quietinho, se quiser dar um pitaco, esse espaço aqui é seu!

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.