Como vocês sabem, eu sempre gosto de trazer artigos escritos por outras pessoas aqui para o Balanço Focado, principalmente coisas produzidas fora do Brasil, pois dificilmente temos avanços tão significativos em algumas áreas que já não tenham sido pensados, analisados, esmiuçados e resolvidos lá fora. E não digo que não tenhamos capacidade de fazer esse tipo de coisa aqui, eu não tenho o mínimo complexo de vira=latas, mas é que eu creio muito que o processo de reinventar uma roda já inventada, é puro desperdício de energias e….. tempo. 

É importante o registro que eu não faço a tradução literal, mas tento passar os conceitos preservando a ideia do autor do artigo. Sou igual aquela tradução daquele filme que você percebe que a tradução está diferente do que foi de verdade dito, a diferença é que eu falo que faço isso rsrsrs.

PUBLICIDADE

O artigo de hoje foi produzido por Becky Kane que é editora no site www.blog.doist.com e criadora do aplicativo Todoist que é o meu favorito para fazer meu gerenciamento pessoal de tarefas. Ele pode ser acessado aqui e vamos fazer a tradução dele dividindo em alguns artigos pois é bastante conteúdo. Na medida do possível vou colocando os meus insights para enriquecer esse conteúdo.

O primeiro insight já vou dizer aqui. O título do artigo é contra-intuitivo você não acha? Mas ele tem por trás uma pegadinha que gera essa sensação e eu vou descortinar para você. Na minha opinião, nós não gerenciamos o tempo, simplesmente por conta de isso ser impossível. O tempo é simplesmente uma força da natureza, não tem como enganá-lo ou vencê-lo. Mas é possível fazer algo a respeito de como você o usa.

Como você usa o tempo está em seu total controle, ou deveria, e é aí que está a pegadinha. Gerenciar o tempo não vai te dar mais tempo, mas decidir com qualidade quais as coisas que você vai investir o seu tempo poderá multiplicar o poder que você obtém. Então por isso eu uso a expressão Gerenciamento de Tarefas e não Gerenciamento de Tempo.

Quer um exemplo: se você fizer a mesma atividade no seu trabalho, com afinco e qualidade, você corre o risco de ter um aumento, não é? Mas se você ao invés de usar o tempo só fazendo as coisas com afinco e qualidade, mas começa a agregar valor àquilo que você faz, veja o tempo foi o mesmo, só que o resultado pode ser você ser promovido, que é melhor que ganhar aumento você não concorda?

Bom, então vamos ao foco no artigo que estou trazendo para vocês:

“Eu estou muito ocupado.”

Quantas vezes você já ouviu um amigo ou colega de trabalho dizer isso? Talvez com um tom cansado, mas com uma pitadinha de orgulho pelo “martírio” pessoal. Quantas vezes você disse isso para você mesmo?
No mundo de passos acelerados de hoje, nós medimos nossa própria importância, e a importância de quem nos cerca, pela quantidade de atividades que vamos adicionando aos nossos dias. Nós tentamos entregar mais, forçar mais e performar mais uns aos outros. Ou aparentar isso de alguma forma.

É como se estivéssemos em meio a uma epidemia corporativa. O estresse e sobrecarga em todos os negócios são literalmente contagiosos.
Então, qual é o antídoto? Como nós podemos criar mais tempo em nossas vidas? Nesse ponto, muitos de nós transformam esse gerenciamento do tempo em nossas balas de prata dos nossos fatores estressantes. Se, no entanto, pudéssemos apenas usar nosso tempo de forma mais eficiente, nós teríamos mais dele. Nós poderíamos fazer tudo e nos sentir menos estressados.

Só tem um probleminha com essa teoria: nós já estamos tendo mais tempo que antes. Muito mais tempo. No geral, as pessoas em países desenvolvidos, estão trabalhando menos horas do que nas décadas passadas. Isso é válido até mesmo nos Estados Unidos que tem a fama de serem focados apenas em trabalho, veja que nos anos 40 o americano médio trabalhava semanalmente cerca de 43,3 horas. Em 2016 essa média foi de 34,4 horas. Ainda assim, nos sentimos mais ocupados que antes. Qual a razão? 

Uma explicação contraintuitiva é a seguinte: muito tempo disponível para lazer. The Atlantic (uma revista americana) chama isso de “a ironia da abundância”.

“…sabendo que há 10 grandes programas de TV que você poderia assistir, nove importante livros para ler, oito habilidades que suas crianças ainda não dominam, sete formas que você está se exercitando errado, seis jeitos diferentes de você não ter aproveitado de forma suficiente onde mora, etc, promove um tipo de paradoxo de escolhas, um “perma-FOMO” (que seria um estado permanente da sensação de estar perdendo algo). Saber exatamente o que estamos perdendo nos faz sentir culpados ou ansiosos sobre os limites e capacidades de usar nosso tempo de forma efetiva.”

The Atlantic

Seguindo esse caminho, criar mais tempo, é como ganhar mais dinheiro e quanto mais você tem, mais você quer gastar.

No próximo artigo vou falar sobre as três primeiras formas que podem ajudar a resolver seus problemas de tempo.

Um abraço equilibradamente focado,

Fernando Sobrinho

Não fique aí quietinho, se quiser dar um pitaco, esse espaço aqui é seu!

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.