Desde o surgimento da raça humana, a linguagem é uma das ferramentas que garantiram a nossa evolução de meros espectadores da natureza, para protagonistas de uma mudança sem precedentes sobre esse planeta. É por esse fato uma forte demonstração de como ela é uma força de nossa capacidade, mas também pode ser uma de nossas maiores fraquezas. A reflexão que te convido hoje é sobre se a linguagem molda a forma como pensamos e se isso ocorre o quanto ela molda?

Posso entrar?

Tema Principal – A linguagem pode moldar a forma como pensamos?

Hoje eu vou apresentar para você essa moça de nome difícil, a Lera Boroditsky, uma cientista bielorussa que estuda a linguagem e a cognição. O conteúdo do nosso programa é uma palestra dada em um dos eventos do TED em Novembro de 2017. Pela plataforma do TED foram quase 4 milhões e meio de visualizações e no Youtube são mais de 2 milhões de visualizações. Aqui na transcrição eu estou disponibilizando para você os links para essas duas fontes da palestra da Lera.

Ela é defensora de uma teoria chamada de Teoria da Relatividade Linguística, que basicamente é o conteúdo dessa palestra que ela deu no TED. Então você que está aí do outro lado do fone de ouvido, fique confortável e aproveite o programa de hoje, ele tem o potencial para explodir a sua mente.

A tradução e revisão das legendas foram feitos por Maurício Kakuei Tanaka e Maricene Crus respectivamente, e eu fiz algumas adaptações para a linguagem de podcast e à medida que for reproduzindo o conteúdo da palestra da Lera eu vou dar algumas das minhas opiniões e reflexões como eu sempre gosto de fazer. Na transcrição o texto da tradução estará em itálico, e os meus pitacos em negrito. 

Falarei com você por meio de uma linguagem, porque tenho essa capacidade. Esta é uma das habilidades mágicas do ser humano. Podemos transmitir pensamentos realmente complexos entre nós. Neste exato momento, estou fazendo sons com minha boca conforme expiro. Estou fazendo sons, assobios e sopros, que estão criando vibrações no ar. Essas vibrações viajam até você  pelo ar até chegarem aos seus tímpanos. Então, o cérebro pega essas vibrações dos tímpanos e as transforma em pensamentos.
 
Assim eu espero. 

E olha que isso acontece se você estiver no mesmo ambiente que eu. Com a capacidade ampliada que a tecnologia nos proporciona, você pode estar me ouvindo pelo fone de ouvido ou pelo seu equipamento preferido, talvez a milhares de quilômetros de onde eu estou, talvez em um tempo muito diferente (podem ser anos inclusive) mas a sua sensação é como seu eu estivesse aí perto de você, falando ou no seu ouvido direito, ou no seu ouvido esquerdo. Maravilhoso isso né?

Por causa dessa capacidade, nós, humanos, conseguimos transmitir nossas ideias por enormes distâncias de espaço e tempo. Somos capazes de transmitir conhecimento entre mentes. Posso colocar uma nova ideia bizarra em sua mente neste momento. Eu poderia dizer: “Imagine uma água-viva dançando valsa em uma biblioteca enquanto pensa sobre a mecânica quântica”. Se tudo vai relativamente bem em sua vida até agora, talvez você não tenham pensado nisso antes, mas acabei de fazê-lo pensar nisso por meio da linguagem. 

Claro que não há só um idioma no mundo, há cerca de 7 mil idiomas falados em todo o mundo. Todos eles são diferentes entre si das mais diversas formas. Alguns idiomas têm sons e vocabulários diferentes, e também estruturas diferentes, o que é muito importante. Isso leva à questão: a linguagem que falamos modela a maneira como nós pensamos? Essa é uma questão antiga. Especula-se sobre ela desde sempre.

Carlos Magno, o imperador romano, disse: “Ter um segundo idioma é ter uma segunda alma”, uma forte afirmação de que a linguagem cria a realidade. Mas, por outro lado, Julieta, de Shakespeare, diz: “O que há em um nome? Uma rosa teria um cheiro agradável com qualquer outro nome”.

Isso sugere que talvez a linguagem não crie a realidade. Esses argumentos vão e voltam há milhares de anos. Mas até recentemente não havia dados para nos ajudar a decidir.

Em laboratórios ao redor do mundo, foram iniciadas pesquisas e agora existem dados científicos reais para embasar essa questão. Vou te contar alguns de meus exemplos favoritos.

Começarei com um exemplo de uma comunidade aborígene da Austrália. O povo… putz esse nome vai ser difícil de falar….  Kuuk Thaayorre vive em Pormpuraaw, na margem do extremo oeste do Cabo York. O legal sobre os Kuuk Thaayorre é que eles não usam palavras como “esquerda” e “direita”. Cara, isso soa como música para nossos ouvidos nesses tempos né, continuando aqui, então eles não usam palavras como “esquerda e direita”. Em vez disso, tudo é expresso em pontos cardeais: Norte, Sul, Leste e Oeste. Quando digo tudo, quero dizer realmente tudo.  Diríamos algo como: “Ah, tem uma formiga na sua perna ao sudoeste”. Ou: “Mexa a sua xícara um pouquinho para o norte-nordeste”. Na verdade, o modo como você diz “Olá” em Kuuk Thaayorre é: “Para onde você vai?” A resposta deveria ser: “Norte-Nordeste, no lado de lá, e você? Imagine que, conforme caminhamos por aí durante o dia, à cada pessoa que cumprimentamos, temos que dizer para onde estamos indo.

Mas isso realmente nos orientaria muito rápido, não é mesmo? Porque não conseguiríamos passar do “olá”, se não soubéssemos para onde estamos indo. Os falantes de idiomas como esse têm uma orientação muito boa, melhor do que achavam que os seres humanos poderiam ter. Os humanos eram considerados piores do que as outras criaturas devido a alguma desculpa biológica: “Ah, não temos as bússolas no bico ou nas escamas como os animais”. Não, se o idioma ou a cultura nos treinarem a fazer isso, poderemos realmente fazer. Há seres humanos ao redor do mundo muito bem orientados. Se eu estivesse com você e mais uma grande quantidade de pessoas em uma sala eu poderia provar isso só fazendo agora o seguinte exercício. Pediria a todos para fecharem os olhos e com eles fechados apontarem para que lado é o sudeste. Sabe qual seria o resultado? Um monte de gente apontando em diversas direções. Eu mesmo não saberia dizer para que lado seria. 

Há uma grande diferença na capacidade cognitiva entre os idiomas, certo? Esse grupo no auditório, muito distinto, que eu dei o exemplo, não conhece o caminho, mas, em outro grupo, se eu perguntasse a uma criança de cinco anos e ela saberia. 

Eu brinco muito com meus filhos estudam inglês e eu brinco com eles o seguinte: ei não é difícil entender inglês, tem crianças nos Estados Unidos, que falam, escutam e já estão fazendo os seus primeiros rabiscos nesse idioma. Eu não sei por que meus filhos me olham feio quando eu falo isso. 

Bem vamos continuar….


Há também diferenças muito grandes em como as pessoas consideram o tempo. Se eu dispusesse algumas fotos do meu avô Joaquim com idades diferentes pedisse para um falante de português ou de inglês organizar o tempo, ele faria desta forma: da esquerda para a direita. Isso tem a ver com o sentido da escrita. Falantes de hebraico ou árabe fariam isso do sentido oposto: da direita para a esquerda. Mas como faria os Kuuk Thaayorre, o grupo aborígene que mencionei há pouco? Eles não usam palavras como “direita” e “esquerda”. 

Eu vou dar uma pista. Imagine uma pessoa olhando para um mapa, e esse mapa está alinhado corretamente com o Norte. Só para ajudar você a se referenciar. Quando essa pessoa está sentada de frente para o sul, o Kuuk Thaayorre organiza o tempo da esquerda para a direita. Ela tá olhando para o sul e organiza da esquerda para a direita. Quando está sentada de frente para o norte, ela organiza o tempo da direita para a esquerda. Percebeu a diferença? Quando está de frente para o leste, o tempo vem em direção ao corpo. Qual é o padrão? Bom, você já deve ter imaginado que é do leste para oeste, não é mesmo? Para elas, o tempo não fica preso ao corpo de forma alguma, fica preso à paisagem.

Para mim, se estou de frente pra o Norte, o tempo vai fluir da minha esquerda para a minha direita; se estou de frente pra Leste, o tempo vai continuar fluindo da esquerda para a direita; eu de frente pra o Sul, não vai mudar como eu organizo o fluxo do tempo das fotos. É muito egocêntrico da minha parte ter o sentido do tempo me perseguindo toda vez que viro meu corpo. Para os Kuuk Thaayorre, o tempo está preso à paisagem. É um modo radicalmente diferente de pensar sobre o tempo. 

Esta habilidade que vou comentar agora é uma outra habilidade humana muito inteligente. Vamos supor que eu pergunte quantos pinguins estão em uma foto imagine uma foto com oito pinguins. Aposto que sei como resolveria o problema, caso o fizesse. Você contaria assim: “Um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete, oito”. Atribuindo um número a cada um deles, e o último seria a quantidade de pinguins. É uma pequena habilidade que aprendemos a usar quando crianças. Aprendemos uma lista de números e como aplicá-la: essa é uma pequena habilidade linguística. 

Há idiomas que não fazem isso, porque alguns deles não têm palavras definidas para números. São idiomas que não têm uma palavra como “sete”, ou então uma palavra como “oito”. De fato, as pessoas que falam esses idiomas não contam e têm problemas em seguir quantidades exatas. Se eu pedisse a você, por exemplo, para associar essa quantidade de pinguins da foto à mesma quantidade de patos, você seria capaz de fazer isso contando, mas os povos que não têm essa habilidade linguística não conseguem fazer isso. 

Agora vou fazer você pensar aí. Você consegue imaginar o seu mundo sem o conceito dos números? Veja só, números de telefone, números de conta, números de cartões, números de salário… é…. um mundo sem números seria bem complicado….

Os idiomas também diferem no modo como dividem o espectro de cores, o mundo visual.

Alguns idiomas têm muitas palavras para cores, outros têm apenas duas: “claro” e “escuro”. Há idiomas que diferem em onde colocam os limites entre as cores. Em inglês, por exemplo, há uma palavra para azul que abrange todas as cores de azul, mas, em russo, não há uma palavra única. Em vez disso, falantes de russo diferenciam o azul claro, “goluboy”, (eu não sei se a pronúncia é exatamente essa) do azul escuro, “siniy”. Os russos têm uma vida de experiência distinguindo essas duas cores no idioma. Quando testamos a capacidade das pessoas de distinguir essas cores, descobrimos que os falantes de russo são mais rápidos nesse limite linguístico. São mais rápidos em dizer a diferença entre o azul claro e o escuro. Quando examinamos o cérebro das pessoas ao observarem as cores, vamos supor que há cores mudando lentamente do claro para o escuro, o cérebro das pessoas que usam palavras diferentes para azul claro e azul escuro mostrará uma reação de surpresa conforme as cores mudarem, como: “Ei, algo claramente mudou”, enquanto o cérebro de falantes de inglês, que não fazem essa distinção explícita, não tem essa reação, porque nada mudou claramente.

Nós brasileiros temos um monte de azuis, azul-piscina, azul-turqueza, azul-anil, azul-cobalto, mas somos meio parecidos com os americanos, pois mesmo tantos nomes nós não ligamos muito nessa diferença específica.

Os idiomas têm todos os tipos de peculiaridades estruturais. Este que vou comentar agora é engraçado. Muitos idiomas têm gêneros gramaticais e a cada substantivo é atribuído um gênero, muitas vezes masculino ou feminino. Os gêneros são diferentes nos idiomas. Por exemplo, o Sol é feminino em alemão, mas masculino em espanhol, e a Lua, o contrário.

Isso poderia mesmo ter consequências na maneira como as pessoas pensam? Os falantes de alemão pensam no Sol como se fosse mais feminino, e na Lua como se fosse mais masculino?

É o que realmente acontece. Se pedirmos a falantes de alemão e de espanhol para descrever uma ponte, acontece que a palavra “ponte” é gramaticalmente feminino em alemão e gramaticalmente masculino em espanhol. É mais provável que falantes de alemão digam que as pontes são “bonitas”, “elegantes”, e usem palavras de natureza mais feminina, ao passo que falantes de espanhol talvez digam que elas são “grandes” ou “resistentes”, palavras de natureza masculina.

Os idiomas também se diferenciam no modo como descrevem os eventos. Imagine uma foto que mostra uma pessoa esbarrando em um vaso e ele caindo. Imaginou? Tem que ser boa a sua imaginação heim? Pense na cor da camisa da pessoa, no tamanho e formato do vaso. Puxa, você escutou até o barulho agora né? Bom em inglês, está certo dizer: “He broke the vase”, em português não seria diferente a estrutura, ela seria mais ou menos assim: “Ele quebrou o vaso”. Em um idioma como o espanhol, é mais provável dizer: “O vaso quebrou” ou “O vaso se quebrou”. Se for um acidente, não diremos que foi causado por alguém.

Em inglês, de modo estranho, podemos até dizer coisas do tipo: “I broke my arm”, em português também tem a mesma estrutura “Quebrei meu braço”. Em muitos idiomas, não se pode usar essa construção a menos que você seja maluco e saia por aí pensando em quebrar seu braço e consiga fazer isso. Se fosse um acidente, usaríamos uma construção diferente. Mas isso tem consequências. As pessoas que falam vários idiomas prestarão atenção em coisas diferentes, dependendo do que o idioma lhes peça para fazer. Então, mostramos o mesmo acidente a falantes de inglês e de espanhol. Os falantes de inglês se lembrarão de quem o causou, porque o idioma inglês exige que se diga: “Ele fez isso; ele quebrou o vaso”. E os falantes de espanhol podem não se lembrar de quem o quebrou se foi um acidente, mas é mais provável que se lembrem de que foi um acidente. É mais provável que se lembrem da intenção. Então, duas pessoas presenciam o mesmo evento, testemunham o mesmo crime, mas acabam se lembrando de coisas diferentes sobre esse evento.

*Errata, quando pronuncei a frase em inglês nesse parágrafo, saiu brake ao invés de broke. I’m deeply sorry! 

Isso tem implicações, é claro, para o testemunho ocular. Também tem implicações para a culpa e a punição. Se considerarmos falantes de inglês, e eu mostrar a eles alguém quebrando um vaso, e disser: “Ele quebrou o vaso”, o invés de dizer: “O vaso quebrou”, mesmo que vocês possam testemunhar, assistir ao vídeo, assistir ao crime contra o vaso, vocês punirão mais alguém, culparão mais alguém se eu disser apenas: “Ele o quebrou”, em vez de: “Quebrou”. A linguagem guia nosso raciocínio sobre os eventos. 

Cara, a minha cabeça explodiu com essa parte. Imagine a cena: duas pessoas diferentes, vendo uma mesma gravação em vídeo de um fato e com opiniões diferentes em função de como a linguagem as influencia! Olha se para um fato objetivo desses, temos resultados tão diferentes: culpado ou inocente, imagine para eventos e expressões cuja natureza sejam muito mais sutis e talvez não perceptíveis de forma tão clara como foi no caso do acidente. Imagine em uma empresa, uma ordem dada que seja mal interpretada em função da natureza da linguagem por conta dessa empresa ser uma multinacional e ter empregados em vários países. Em um exemplo mais caseiro, sabemos que regionalmente o Brasil possui muitas identidades e apesar de falarmos o português, os sotaques e as expressões de cada região nos tornam plurais. Será que essas sutilezas não influenciam no modo como nos comunicamos e até interpretamos os fatos? Fica aí para nossa reflexão.

Vou revisar os exemplos de como a linguagem pode moldar profundamente a maneira como pensamos, e ela faz isso de várias maneiras.

A linguagem pode ter grandes efeitos, como vimos com o espaço e o tempo, em que podemos dispor o espaço e o tempo em coordenadas completamente diferentes entre si.

A linguagem também pode ter efeitos muito profundos, como vimos no caso dos números. Ter palavras para contar em seu idioma, palavras para números, abre todo o mundo da matemática. Claro, se não contamos, não podemos fazer álgebra, não podemos fazer nenhuma das coisas necessárias para construir um auditório, ou para fazer uma transmissão, ou para gravar um podcast. Essa pequena habilidade com números é o ponto de partida para um completo mundo cognitivo.

A linguagem também pode ter efeitos muito antecipados, como vimos no caso das cores. São decisões muito simples, básicas e intuitivas. Tomamos milhares de decisões o tempo todo, mas a linguagem está chegando lá e criando caso até mesmo com nossas pequenas decisões intuitivas.

A linguagem pode ter efeitos muito amplos. O caso do gênero gramatical pode ser um pouco bobo, mas, ao mesmo tempo, o gênero gramatical se aplica a todos os substantivos. Significa que a linguagem pode modelar como pensamos sobre qualquer coisa que podemos chamar por um substantivo. É isso meu amigo, é muita coisa.

Finalmente, vou dar um exemplo de como a linguagem pode modelar coisas de importância pessoal para nós, ideias como culpa, punição, ou memória de testemunha ocular, que são coisas importantes em nossa vida diária.

A beleza da diversidade linguística é que ela revela para nós o quão genial e flexível a mente humana é. A mente humana não inventou apenas um universo cognitivo, mas 7 mil. Há 7 mil idiomas falados em todo o mundo. E podemos criar muitos outros. Os idiomas, é claro, são coisas vivas, que podemos aprimorar e mudar para adaptá-los às nossas necessidades. É triste estarmos perdendo tanto desta diversidade linguística o tempo todo. Perdemos cerca de um idioma por semana, e, segundo algumas estimativas, metade dos idiomas do mundo desaparecerá nos próximos 100 anos. 

Pior ainda é que, neste exato momento, quase tudo o que conhecemos sobre a mente e o cérebro humano é geralmente baseado em estudos de alunos falantes de inglês americano nas universidades. Isso exclui quase todos, não é verdade? O que conhecemos sobre a mente humana é incrivelmente limitado e preconceituoso, e nossa ciência precisa melhorar. 

Quero deixar você com este último pensamento. Mostrei como falantes de diferentes idiomas pensam diferente, mas não se trata de como as pessoas de outros lugares pensam. Trata-se de como nós pensamos. Trata-se de como a linguagem que falamos modela a maneira como nós pensamos. Isso nos dá a oportunidade de perguntar: “Por que pensamos dessa maneira?” “Como poderia pensar de modo diferente?” E também: “Quais pensamentos desejo criar?”

Esse conteúdo me fascinou principalmente por conta de eu estar estudando o que é ensinado na educação clássica. O método de ensino, que era totalmente diferente do atual, acabava por fazer um desenvolvimento muito mais profundo no estudante pois além de ensiná-lo, era um método que ensinava a desenvolver a sua capacidade mental. Primeiro pelo domínio da linguagem, o falar certo, segundo por dominar a capacidade de diferenciar o que está certo do errado e por último dominar como persuadir as pessoas. Assim dominando a gramática, a lógica e a dialética, se alcançava o ápice da capacidade mental através do Trivium, e só então o estudante clássico era apresentado ao Quadrivium que tem por missão desenvolver o conhecimento do mundo exterior.

Ao ser ensinado por esse tipo de método dificilmente a pessoa cai em armadilhas intelectuais e consegue ampliar as suas capacidades cognitivas, sendo um antídoto para a preocupação da Lera Borodistsky.
Logo vou produzir um texto mais profundo sobre esse tema para publicar no blog. Até lá.

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Encerramento

Obrigado você que ficou até aqui. Hoje estiveram conosco Lera Boroditsky, Maurício Kakuei Tanaka, Maricene Crus, você ouvinte ligado e eu que quero só aprender a falar direito, Fernando Sobrinho. Tchau!

Não fique aí quietinho, se quiser dar um pitaco, esse espaço aqui é seu!

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