A criatividade é uma habilidade inata, um dom, ou é uma habilidade que pode ser desenvolvida? Hoje nossa jornada irá nos levar para descobrir estratégias de como se tornar uma pessoa mais original e com isso ter ideias que no seu ambiente poderão ser consideradas “fora da caixa”. No seu livro Originais, Como os Inconformistas Mudam o Mundo, Adam Grant nos ajuda a derrubar alguns mitos que orbitam em torno do tema e juntos vamos explorar principalmente as ações de impacto que estão no capítulo 9. 

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Recados

Confraria Café Brasil…

Hoje eu vou contar duas histórias e vou pedir a sua ajuda. Se eu não tenho vergonha de vir aqui para te convidar a ser protagonista de um Brasil mais produtivo, muito menos eu tenho vergonha de pedir por causas tão nobres como essas duas que vou comentar.

A primeira delas é sobre o Matraquinha

Eu já comentei no blog sobre o projeto do meu amigo Wagner Yamuto, sua esposa Grazielly, seu irmão Adriano e sua experiência com o seu filho Gabriel. Quando Wagner e Grazielly receberam o diagnóstico de autismo do Gabriel, o mundo parou por alguns instantes e a partir daquele momento começou uma corrida, uma intensa jornada para encontrar recursos que pudessem ajudá-los a minimizar a dificuldades provenientes dessa condição. Foi aí que o Matraquinha surgiu, possibilitando um enorme ganho de autonomia na comunicação do pequeno Gabriel e de milhares de outras crianças que possuem o diagnóstico de autismo, ou outras condições que afetam a capacidade de comunicação.

E agora, você está convidado a ser protagonista dessa bonita história, pois o Matraquinha está com uma plataforma de financiamento recorrente e já chega com duas metas, a primeira delas é para a manutenção mensal e a outra é para conseguir chegar a R$ 150,00 e com isso inserir vozes humanas na interface do aplicativo.

Para ajudar é só acessar: http://bit.ly/padrinhodomatraquinha, eu vou repetir http://bit.ly/padrinhodomatraquinha,].

O Wagner faz parte da Confraria.

A segunda iniciativa que eu vou compartilhar com você aqui é a respeito de uma outra ação que nasceu de maneira totalmente espontânea no mesmo grupo da Confraria do Café Brasil lá do Luciano Pires.

Mas antes de contar a história dessa Rifa que está sendo proporcionada, eu quero contar para você a história do Pastor Ronny Clayton D’Ajuda de Cerquilho, São Paulo . Ronny, além de um dos entrevistados no LiderCast faz um baita de um barulho na cidade onde mora, e o trabalho dele é tão grande que já atravessou o Atlântico. Sim, por três vezes Ronny já foi até a África fazer o seu trabalho humanitário de ajuda, não é à toda o seu sobrenome. E ele não vai sozinho, pois essa aventura toda ele leva na mala o Presuntinho. Sim além de Pastor, inconformado com as misérias do mundo, o Pastor Ronny se veste de palhaço para alimentar de alegria crianças e adultos por onde ele anda fazendo o bem. 

Agora vamos à história da rifa. O Luciano Pires sugeriu na Confraria doar seus CDs para que fosse feita alguma iniciativa filantrópica com ela, e dois confrades acabaram encabeçando uma tarefa árdua que era a de organizar esses quase 1000 CDs, catalogá-los, fazer uma pesquisa de preço e pensar em uma forma de como fazer a venda deles.

A Juliana que mora em São Paulo pegou os CDs na casa do Luciano, fotografou todos eles em lotes, e o Eduardo de Brasília entrou em contato com a Kickante (uma plataforma de financiamento coletivo) para criar a campanha de arrecadação. A missão só foi possível por conta de cerca de outros 18 Confrades entrarem no jogo para ajudar a fazer o cadastro dos quase 1000 CDs (sim, tinha que olhar as fotos, pesquisar na internet e achar, preço, ano do lançamento, complemento de outras informações e etc) putz, deu uma trabalheira viu. Mas a missão foi dada e missão dada é missão cumprida. Agora falta cumprir a parte final dessa missão. O alvo é arrecadar R$ 10.000,00 até Fevereiro de 2019 e com isso doar para a missão da Igreja do Pastor Ronny. Como vai funcionar? Você vai fazer a sua doação a partir de R$ 10,00, e assim que for atingido o alvo, todos os doadores farão parte de um cadastro para o sorteio dos CDs.

Ah, eu nem preciso repetir que são os CDs do Luciano Pires, do Café Brasil e de onde ele tirou a maioria das músicas que ele usa para fazer o episódios de podcast? Quer coisa mais rara que isso? 

“_Mas Fernando, cadê o link?” Lá vai então: http://bit.ly/rifadaconfrariacafebrasil vou repetir heim?  http://bit.ly/rifadaconfrariacafebrasil

Na transcrição desse episódio estarei colocando os links dos contatos do Pastor Ronny, do Eduardo, da Juliana, do Wagner e do Luciano Pires. Se não der para ajudar, vai lá, manda um alô para essa turma que está fazendo as pedras no lago gerarem ondas que estão indo longe e ajudando quem menos espera. Você pode curtir e principalmente compartilhar com seus amigos essas iniciativas.

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Tema Principal: Originais – Como os Inconformistas Mudam o Mundo

O que você vai acompanhar hoje, é praticamente uma releitura do capítulo 9, do livro Originais de Adam Grant, mas sob o meu ponto de vista. Sim, eu ia fazer um resumo dessas estratégias, mas o capítulo já era tão pequenino, que optei por reescrevê-lo com as minhas impressões e experiência. O importante para você é saber que ser criativo é como exercitar um músculo. À medida que você pratica a atividade física e fica mais forte, seus músculos te entregam mais do que quando você começou lá no início. O mesmo ocorre com a criatividade, você precisa sair da inércia, precisa ser estimulado a sair de sua rotina convencional, precisa se colocar em um estado inconveniente para longe da zona de conforto, e com isso vai conseguir expandir suas capacidades. Sabe a parte boa? É você que está no comando.

Junto com a transcrição eu vou disponibilizar também um mapa mental desse capítulo, tudo para facilitar você absorver bem o conteúdo do programa de hoje.

O autor no capítulo 9 do livro, lista várias ações que podem ser realizadas para destravar a originalidade. No campo pessoal, quando estiver em posição de liderança e até exercendo o papel de pais ou professor.

Vamos falar primeiro de como ter boas ideias, como defender boas ideias e como lidar com as emoções no aspecto pessoal.

Questione o saber convencional
No campo das regras e processos que são criados por pessoas, presuma sempre o seguinte: tudo pode ser feito de uma forma melhor, isso ajuda você não ficar cego para a oportunidade de boas ideias.

Triplique o número de ideias que você tem
Qualidade vem da quantidade. Aumente a quantidade de ideias que vão surgir as boas. Vão surgir as ruins também, tenha sabedoria aí para diferenciá-las.

Mergulhe em uma nova área do saber
Para ter ideias originais é importante explorar outras áreas do saber. Vc pode ter hobbies, como pintura, poesia, ou de forma mais prática pode mudar de áreas no seu trabalho e assim além de aumentar o repertório e a sua experiência, você se torna ciente sobre as várias possibilidades de melhoria entre as áreas.

Procrastine estrategicamente
Tem gente que vai achar contra intuitivo isso né? Falar que a gente tem que procrastinar. Nós estamos vivendo em um mundo que tudo é para ontem, tudo tem que acontecer e tudo tem que ser feito, e aí é o seguinte: procrastinar estrategicamente é você praticar a incubação de uma ideia. Muitas vezes, suspender a atenção ativa em uma ideia pode gerar uma maturação dela, principalmente por novos insights que surgem. Então aqui a ideia é você não sacrificar uma ideia, antes dela ser amadurecida, antes dela receber insights de vários pontos de vista.

O próximo item aí, ainda no processo de ter boas ideias.

Obtenha mais feedback dos colegas
Ideias são como filhos, podemos ser críticos demais, e isso é ruim porque a gente mata a ideia, ou entusiasmados demais. Aí é o seguinte quando você conta para bons colegas essas ideias e principalmente são colegas que vão te dar opiniões honestas você vai conseguir calibrar aí, nem tanto para um extremo nem tanto para o outro extremo.

Bom e agora? Como defender boas ideias? São as suas ideias, então você tem que saber defender elas.

Uma coisa que o Adam fala para a gente aí é para a gente equilibrar o nosso portfolio de risco.
Saiba dosar os riscos para que você possa ter segurança e capacidade de fazer sua ideia ter sucesso. Nem sempre saltar do avião para construir o para-quedas na descida é a melhor solução. Essa aqui é aquela história do cara altamente entusiasmado, ele pede demissão do emprego vai colocar sua ideia em prática e por não ter amadurecido por não ter feito uma ponte segura de transição entre a sua condição de empregado e a sua condição nova de empreendedor ele acaba morrendo aí na praia né.

Vamos lá.

Enfatize motivos para rejeitar sua ideia
Outra daquelas que são contra intuitivas né? Seja ciente dos pontos fracos e converse com as pessoas sobre eles. Aliás incentivem a criticarem e enxergar outros possíveis defeitos. Aí você pensa: “Pôxa, mas, minha ideia é boa… eu não quero que ela seja criticada…” Não! Você TEM que criticar a sua ideia.  Esse contraste vai te ajudar a demonstrar que a ideia é realmente muito boa e por outro lado, todos os pontos fracos dela vão ser explorados para você criar as contramedidas para eles não atrapalharem ela acontecer da forma certa.

Torne suas ideias familiares
Repetição dos conceitos e conexão com práticas e ideias já existentes tornam a sua mais familiar, portanto, mais amigável do ponto de vista de quem será influenciado para fazer a ideia ser tocada em diante.

Fale com um público diferente
Ter públicos diferentes para avaliar sua ideia põe ela em contato com outros pontos de vista que você não está acostumado, portanto, pode melhorá-la.

Seja um radical moderado
A ideia para “vingar” nem sempre a abordagem direta, ela vai dar o resultado que você espera. As estratégias apresentadas pelo autor disfarçam o modo como a ideia está sendo introduzida, e aí isso reduz a resistência sobre ela. Um exemplo é o ciúme que uma pessoa gera em quem tem o poder de implantar a ideia e que sendo apresentado por outra pessoa que não gera esse ciúme, a ideia é acatada mais facilmente.

Bom ainda no campo de você ter as ideias, né?

Uma parte aí da avaliação do autor é sobre as emoções e as ideias.

Motive-se de forma diferente se estiver comprometido ou inseguro
Meu exemplo, na academia, muitas vezes quando estou cansado do exercício eu procuro fazer a contagem de trás para frente depois da metade do caminho. Isso gera em mim uma sensação de que “falta pouco” e permite aquele sprint que te ajuda a terminar o exercício. Então vamos supor, um exercício que tem 10 repetições, quando eu estou lá no 5, ao invés de eu contar 6, 7, 8  eu começo a contar, 5, 4, 3, 2, 1 isso ajuda e entusiasma para poder terminar.

Não tente se acalmar
O nervosismo e a raiva podem ser fortes aliados, mas se canalizados para ajudar a construir e não a destruir. Então foco para pegar essa energia toda e fazer dela a sua aliada. 

Pense na vítima não no agressor
Essa aqui costuma ser a questão do pense no processo, o que deu errado no processo. Algo deu errado? Um prejuízo foi causado? Ao invés de buscar os culpados para punição, que tal focar primeiro nos prejudicados? Isso vai dar tempo suficiente para não lidar com quem prejudicou de forma colérica, mas buscando a falha no processo e não na pessoa.

Compreenda que você não está sozinho
Aqui tem aquela célebre frase: Sozinhos vamos mais rápido, juntos vamos mais longe e projetos e ideias geralmente não são corridas de 100 metros rasos, mas maratonas.

Lembre-se de que, se você não tomar a iniciativa, o status quo permanecerá o mesmo
Cara, aqui é a lei de Newton na questão da geração de boas ideias. Newton já dizia que um corpo em movimento tende a ficar em movimento até que uma força seja exercida sobre ele. Não fazer nada, gera esse enorme efeito: nada….

Bom, agora vamos lá para a questão da Liderança, se você está em posição de liderança o que pode te ajudar?  Quais são as estratégias que o Adam sinaliza para te ajudar?

Gatilhos para provocar as pessoas para ter ideias

Realize um concurso de inovação
Um concurso de ideias é um catalisador para gerar um monte de ideias e assim se conseguir acelerar processos que mudem e gerem resultados. Agora é importante o seguinte, um concurso precisa ter seleção, precisa ter premiação, e se você não fizer essas coisas as pessoas não vão ficar muito empolgadas em participar de um segundo concurso.

Imagine-se no lugar do inimigo
Essa e muito boa cara, faça o exercício com seus liderados sobre como vocês detonariam a própria empresa se fossem da concorrência. É um exercício rico por tornar transparentes os pontos fracos e a partir daí gerar ideias para minimizá-los ou ao menos reduzi-los. Cara, nós somos muito críticos né? As pessoas nas empresas, nas organizações gostam de falar mal da própria empresa,  geralmente elas evitam fazer isso em ambientes abertos, para outras pessoas, mas dentro da própria empresa elas acabam comentando com os colegas as várias formas de fazer melhor alguma coisa. E aí é o seguinte, quando o líder abre um espaço para isso, e você faz esse exercício, você meio que está tirando uma barreira de comunicação, porque as pessoas não vão falar isso com o chefe, mas umas com as outras elas falam e isso aí vai ser bom, vai ser rico para a sua organização

Convide funcionários de diferentes funções e níveis para expor suas ideias
A participação de pessoas que não estão ligadas diretamente às atividades fim, podem gerar insights importantes devido aos pontos de vista diferentes e que tem o efeito colateral positivo de contaminar até esses colaboradores com a cultura criativa da organização.

Outra ideia muito bacana aqui é: Promover um dia do oposto
Na “Dinâmica do Oposto” acaba criando uma atmosfera que faz os cérebros trabalharem para algo além do senso comum coletivo pré-existente (sabe aqueles conhecimentos tácitos/implícitos  e inquestionáveis?). Aquela história do cara “toda vida a gente sempre fez assim” você consegue quebrar essa cultura de “nós sempre fizemos assim” promovendo essa dinâmica de um dia do oposto.

Elimine as palavras, “gosto”, “amo”, “odeio”
A eliminação dessas palavras obriga as pessoas a pensarem nos motivos pelos quais gostam, amam ou odeiam alguma coisa. Essa explicação que geralmente não existia com a cultura anterior, enriquece e gera insights sobre como melhorar ainda mais as coisas.

Bom, nós fizemos aí os gatilhos para provocar as pessoas a terem ideias. Agora nós vamos construir uma cultura de originalidade. Qual é a estratégia? O que que eu tenho que fazer enquanto líder para construir uma cultura de originalidade.

Não contrate com base na adequação à cultura, mas na contribuição para a cultura
Eu lembro de um outro livro do Jim Collins, em inglês é Good to Great, ou Feitas para Vencer em que ele afirma que empresas que dão “o salto”, aquela melhoria em nível muito elevado, elas adotaram uma prática que é o “primeiro quem, depois o quê”, pois com a pessoa certa no lugar certo, o “o quê” ela própria desenrola. Tem muito a ver com esse item da construção da cultura.

Troque entrevistas na saída por entrevistas na chegada
Achei genial essa proposta, pois fazer na saída, por mais lições que possa se aprender, é com base no leite derramado aí é ação de correção e não de correção. Fazendo na entrada, temos a chance de evitar problemas que acontecem, pois alguém já errou, já pagou o custo desse erro e a nossa organização não precisa “reinventar a roda nesse sentido”.

Outra ação para te ajudar a construir uma cultura de originalidade.

Peça problemas, não soluções
É normal. Todas as pessoas, elas nem olham o problema, elas já querem dar a opinião, já querem dar a sua solução e aí é o seguinte, quando você breca elas nisso e pede: “Vamos descobrir o que é o problema?” nós vamos chegar nesse nível aqui, porque as pessoas atropelam por querer impor respostas a problemas que nem sempre estão claros. Há um ditado que diz que 50% do problema está resolvido quando você o identifica claramente, o resto é a solução certa aplicada ao problema certo, e tem que fazer follow-up viu gente, não adianta fazer a ação, colocar ela na planilha e achar que isso aí resolveu. E outra, as soluções erradas para os problemas certos, não trazem o resultado que se espera. É o mesmo que tomar antibiótico para tratar um vírus…. quem aí é da área da saúde sabe que antibióticos cuidam de bactérias, tratam bactérias e não tratam vírus. 

Pare de nomear falsos advogados do diabo e comece a descobrir os verdadeiros
Quando eu li isso aqui no texto do autor eu achei interessante porque eu lembrei daquele seriado do House. No seriado tinha algumas reuniões que o House fazia com a sua equipe nas quais ele ia enumerando os sintomas para encontrar a patologia do paciente e quando ele não tinha sua equipe forçando a barra para mostrar no que ele estava errado, ele próprio disparava que se eles não divergissem dele não estavam ajudando. Então você tem que encontrar as pessoas na sua organização que tenham a capacidade, que tenham o peito de dizer para você que você está errado.

Acolha as críticas
Isso aqui tem a ver com a anterior né? Se você vai construir uma cultura em que as pessoas tem que ter peito para te enfrentar, você mais ainda tem que ter peito para receber as críticas. É muito importante, que ao estabelecer uma nova cultura, quem esteja implementando ela demonstre por exemplos, a importância fundamental é ser o modelo que valida a crença dessa nova cultura. É o chamado o Walk the talk, mas faço um conselho para quem porventura vai se aventurar sobre a questão de aceitar as críticas abertas: tenha a convicção de que sua armadura emocional suporta.

Agora vamos para as ações enquanto Pais e/ou Professores. Pais e/ou professores porque enquanto pais nós também somos professores, estamos aí ensinando coisas da vida para nossos filhos.

Pergunte às crianças o que seus modelos de comportamento fariam
Cara, é genial essa aqui. Essa prática de “fazer de conta” tem uma forte e poderosa capacidade de ajudar na educação cultural das crianças. Ao estimulá-las a enxergar os modelos positivos elas tenderão a querer praticar o que os seus modelos inspiram, e os super heróis tem um papel fundamental nesse processo.

Outra aqui.

Associe o bom comportamento ao bom caráter
Elogios, bem realizados, bem fundamentos, demonstrando claramente o comportamento que foi praticado, tornam mais fácil para as crianças entenderem o caminho mais correto de como lidar com as coisas. Isso tem um pouco a ver com a proposta anterior, mas trazendo mais para a prática dos comportamentos e não à imagem dos super heróis apenas.

Explique como o mau comportamento tem consequências para os outros
Crianças são empáticas por natureza, e quando você demonstra o efeito nos outros dos comportamentos negativos isso tem um efeito muito forte em como elas querem ser notadas. Outro importante insight é trazer a experiência para algo negativo que elas já sentiram ou já vivenciaram, somando a sensação ruim que ela já experimentou e mostrando que o que ela fez, fez a outra criança ou pessoa se sentir da mesma forma, tem efeitos educativos impressionantes.

Enfatize mais os valores que as regras
Olha, regras são instruções, são formas de lidar com as interações, que dependendo do contexto, não se aplicam totalmente e podem gerar confusão ou coisa pior. Um exemplo clássico que eu conheço é uma história de dois irmãos que foram orientados a não sair de casa de forma alguma e aconteceu um um incêndio na casa, o mais velho quebrou a regra e levou o seu irmãozinho para fora. Felizmente para essas crianças, o valor SEGURANÇA, foi ensinado com efetividade, por isso a regra de não sair de casa foi quebrada e isso era o certo para fazer nesse novo contexto. E aí é a questão né? Por que tem a regra da criança não sair de casa? Porque ela tem que ser protegida. Mas se há um risco, se há um perigo dentro de casa você tem que sair, você tem que quebrar a regra. Então o valor é mais importante que a regra. É o que eles chamam de o espírito da lei e não a letra fria da lei. A regra é a lei, o espírito da lei é o princípio que rege aquela lei.

Crie novos nichos para as crianças explorarem
Não, não são aqueles móveis de madeira que são colocados nas paredes para colocar os bichos de pelúcia rsrsrsrs. Aqui o exercício de cada criança fazer uma parte de um trabalho para que esses trabalhos individuais sejam agrupados e agrupados precisam fazer sentido, permite que elas experimentem um nível mais complexo de interação, mas sem ser complexo na prática e que as deixe livres do chamado pensamento de grupo. Muita das vezes aquele pensamento de grupo acaba gerando o seguinte resultado: o trabalho fica todo em uma ou duas pessoas e o restante do grupo não pratica e não faz, isso gera conflito e isso é ruim.


Bom, eu espero que você tenha gostado. Na transcrição, além dos links para o livro e tudo, eu vou colocar também a imagem do mapa mental que eu fiz do capítulo desse livro e que pode te ajudar aí se você for fazer apresentação  desse conteúdo em alguma reunião sua, tá joia?

Espero que você tenha gostado

Encerramento

Mais um programa chega ao seu fim e agradeço por ter ficado até aqui. Estiveram conosco hoje, Adam Grant, Eduardo, Juliana, Wagner, Pastor Ronny, Luciano Pires, você ouvinte que já está equilibrando melhor o trabalho e a vida pessoal e eu que estou aqui para jogar mais pedrinhas no lago, Fernando Sobrinho.

Tchau!

Não fique aí quietinho, se quiser dar um pitaco, esse espaço aqui é seu!

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