Se tem uma coisa que os brasileiros estão tendo um contato radical, e isso explica o motivo de não estarmos dando muito conta dessa avalanche de coisas, é com a quantidade de informação que nos foi negada durante muito tempo, impedindo que pudéssemos formar a nossa opinião acerca de temas que foram exaustivamente martelados só por um lado dos interessados nos resultados que o Brasil colheu até hoje. Colheu……. rsrsrs, não foi intencional……

Vamos lá. Eu vou fazer uma afirmação e peço que você pare um pouco e responda para você mesmo se ela é verdade ou não:

O agronegócio no Brasil convive bem com a preservação do meio-ambiente.

Até uns 5 anos atrás eu diria que essa afirmação seria uma mentira, e que no Brasil os produtores rurais seriam vilões escravistas e destruidores da natureza (e sim, seria um hipócrita, pois me alimento no mínimo 3 vezes por dia e por mais que tivesse essa visão do agronegócio, não abria mão dos alimentos que chegavam à minha casa).

Acontece que de uns tempos para cá, eu tive contato com parte da história que não nos foi contada. A uma parte da história que por interesses que não são republicanos e sim ideológicos, foram deliberadamente tirados dos noticiários, de revistas de opinião e de diversos outros veículos impedindo que brasileiros comuns como eu tivessem acesso às informações completas e isentas.

Veja bem, não estou negando que existam produtores rurais que fazem coisas erradas tentando obter maiores vantagens para si, eles existem, não duvide disso porque eu não duvido, entretanto, cabe aqui a reflexão que se a maioria dos produtores rurais realmente fosse com esse estereótipo, creio que a muito tempo já não teríamos sustentabilidade em nosso meio ambiente. 

O que eu vou te mostrar tem potencial para desabar seus disjuntores, caso você esteja, assim como eu já estive, um tanto quanto inerme em relação às informações que chegam até você sobre o que acontece no campo.
Quem traz os dados que eu vou compartilhar aqui contigo é Evaristo de Miranda, Chefe da Embrapa Territorial localizada em Campinas. Evaristo de Miranda é escritor (escreveu 35 livros em português, 3 em francês e mais 3 em italiano, sendo o mais recente o livro Tons de Verde: A sustentabilidade da agricultura no Brasil). É também pesquisador e recebeu 17 prêmios nacionais e internacionais. É um cara controverso, pois ele fala aquilo que muita gente acaba acreditando que seria uma defesa do desmatamento da Amazônia, mas você vai perceber que não é bem assim.

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Os comentários que vou fazer são referentes a uma apresentação feita em um evento denominado Fórum de Agricultura América Del Sur, realizado nos dias 23 e 24 de Agosto de 2018 no Museu Oscar Niemayer, em Curitiba, PR. A apresentação dura 25 minutos e eu altamente recomendo você assistí-la, pois é a fonte primária da informação (você vai ouvir do próprio Evaristo). Mas não tinha como eu não escrever algo e colocar na nossa categoria “É a Produtividade Estúpido!”.

Uma das primeiras imagens impactantes que ele nos apresenta, é a capa do Jornal Estado de Minas sobre o impacto que a Agropecuária exerce sobre a economia do Brasil. A capa é de 2 de Março de 2018, e ali naquele momento, realmente o Brasil estava começando a dar os sinais de reação para saída da crise instalada pelo governo Dilma e herdada pelo Temer. Os 13% de crescimento da riqueza gerados pelo Campo, foram responsáveis por 70% do crescimento do PIB no ano anterior. E isso tudo acontece em um cenário que o campo é considerado o vilão do meio-ambiente. 

Agronegócio: 13% de evolução entre 2016 e 2017

Atribuição, ocupação e uso das terras brasileiras, aparentemente essas três dimensões parecem ser a mesma coisa, mas não se engane, você vai conseguir enxergar que a diferença entre elas pode estar tornando o Brasil completamente amarrado para poder crescer mais e ocupar um lugar de protagonismo no cenário mundial de alimentos. Hoje somos o segundo maior exportador de alimentos do mundo e adivinhem quem é o primeiro? Hi DT!!!! Os números americanos chegam a ser o dobro dos do Brasil, então estamos longe ainda de conseguir competir de igual para igual, mas esse cenário pode virar nos próximos 10 anos. Alguém pode falar sobre a questão dos subsídios do governo brasileiro ao agronegócio: ah mas com subsídio pago à custa do suor e trabalho de todos os brasileiros é fácil chegar no segundo lugar….

A informação que trago aqui para você é por minha conta, não está na apresentação do Evaristo mas te ajudará a desmistificar essa falácia que os subsídios são os maiores responsáveis pelo Agronegócio prosperar:

“Todo esse desempenho exube­rante exibido pelo agro brasileiro ao longo dos anos foi conseguido com base em ciência, tecnologia e com­petência do produtor, que tem um índice de subsídio que varia de 3% a 5%, contra uma média de 10% nos EUA, 15% na China, 20% na União Europeia e 30% na Indonésia”

Luiz Carlos Corrêa Carvalho, presidente da ABAG (Associação Brasileira do Agronegócio)

Sacou que a galera do campo está literalmente tirando leite de pedra? Competindo em um pé de desigualdade e mesmo assim saindo do outro lado com um resultado fantástico? Reflexões precisam ser feitas…

Voltando a questão da atribuição, ocupação e uso das terras, você sabia que o Estado Brasileiro tem um poder de atribuir a terra e mesmo que exista uma propriedade rural produtiva, que gera emprego e tudo mais, a partir de um decreto, ela deixa de ser do seu proprietário e passa a ser do Estado, com indenização financeira e tudo mais, mas sem chance de apelação. Esse é um poder que existe no democrático Estado brasileiro. E a atribuição determina para quê será usada aquele pedaço de terra.

Bom dito isso, se juntarmos então dois tipos de atribuição: as chamadas Unidades de Conservação (parques nacionais, florestas, matas, vegetação nativa que ainda não foi explorada) e as terras indígenas, o vasto território brasileiro potencialmente possível de produzir, cai para 69,8%. Naqueles 30,2% não se pode produzir nada e só aí o Brasil começa a quase ficar do tamanho da Argentina. É muito? É pouco? Você concorda comigo que só dá para saber se é muito ou pouco se compararmos com outros países, não é verdade? Então vamos lá. Esse gráfico a seguir mostra os 10 países com mais de 2 milhões de kme a sua área preservada:

10 países com mais de 2 milhões de Km² e suas áreas preservadas

Esse é o primeiro disjuntor a cair. A comunidade internacional acusa o Brasil de não proteger suas florestas, e pelo que se pode constatar com os fatos, o Brasil preserva até três vezes mais a média dos maiores países do mundo. Evaristo afirma que o Brasil não pode apanhar da opinião da comunidade internacional por causa disso e os números estão do lado dele.

Só para constar ainda, a maioria dos países dessa relação “preservam” desertos, onde aparentemente as condições para a agricultura e pecuária não são favorecidas pelo clima (alguns desertos são quentes e outros são gelados). Os 7,5% de preservação da Argélia corresponde ao Deserto do Ténéré, 100% de preservação de um espaço físico totalmente inócuo, totalmente incapaz de produzir algo….

Um episódio pitoresco contado pelo Evaristo foi quando ele, assuntando com um americano sobre o Vale da Morte, (um vale de cerca de 7800 km2 que já registrou as maiores temperaturas do mundo, 56,7 ºC em Julho de 1913 e a maior temperatura do solo, 93,9 ºC em Julho de 1917, cara, 93,9 ºC!!!!!!!) e ele perguntou sobre se havia problema de invasões nesse território protegido, meio que lembrando como é aqui no Brasil em que áreas preservadas acabam sendo invadidas e “roubadas” por gente que comercializa madeira ilegal, caça de forma irresponsável e etc, e o americano respondeu que sim! Putz, como pode ter invasão em um deserto? Aí o complemento da resposta fez todo o sentido. Disse o americano que é frequente esses motoqueiros de cross invadirem para fazerem corridas nesse local. Rsrsrsrs que diferença né?

Sabe qual é o impacto dessas áreas? O impacto é que protegemos o equivalente a área de 15 países da União Europeia. E o Evaristo espeta eles com uma frase emblemática: “Eles (os europeus) planejam o que não executam e depois avaliam o que não fizeram”, se referindo ao fato de que fazem muito pouco pela preservação em seu quintal mas gostam de criticar o quintal alheio.

30,2% de áreas protegidas no Brasil equivalem a 15 países europeus.

E nós protegemos terras por um monte de razões mas uma dessas razões também é pela existência de movimentos organizados que perceberam que melhor que subsídios para os produtores americanos, com menos dinheiro, o financiamento ONGs que abraçam as árvores possibilitam que os concorrentes pelo mercado de alimentos não se desenvolvam e se tornem ameaças à produção de alimentos americanos.

O mercado mundial de alimentos vai crescer para U$ 49 Bilhões anuais até 2030 e não há dúvidas para os players mundiais desse mercado que o Brasil é o país que possui a maior capacidade de abocanhar parte dessa demanda adicional. E eles não querem que isso aconteça.

Fazendas aqui, Florestas lá – o engodo das ONGs que abraçam árvores no Brasil

Esse documento vai ficar hospedado aqui no site, por conta da possibilidade dele ser editado ou retirado do ar. ADP_Report_FarmsHere_ForestsThere.pdf

E não, não é uma teoria da conspiração maluca. O Brasil é citado 76 vezes no documento, enquanto que Argentina, Malasia e outros são citados em média 25 vezes cada um ou menos.

Veja só uma das tabelas que está dentro do documento e que mostra os impactos na receita dos fazendeiros americanos com 50% de redução no “desmatamento” e com 100% de redução no “desmatamento”. O que receita de fazendeiros americanos tem a ver com a preservação do meio ambiente? Se fosse um estudo para proteger o meio ambiente, qual o motivo deles não o protegerem lá nos Estados Unidos mesmo? 

U$ 53 bilhões de dólares? Hummmm temos que criar uma ONG….

Quando você vai ao background da coisa, se descobre e se confirma as reais intenções dos interessados na preservação das florestas dos outros países….

Sob o patrocínio da National Farmers Union (Associação Nacional de Fazendeiros) e pela organização não-governamental Avoided Deforestation Partners (Parceiros contra o Desmatamento, em tradução livre), a autora principal do relatório é Shari Friedman, ex-funcionária do governo Clinton, quando trabalhou na Environmental Protection Agency (EPA, a Agência de Proteção Ambiental), analisando políticas domésticas de mudanças climáticas e competitividade internacional. Essa mesma Shari Friedman também fez parte da equipe norte-americana de negociações para o Protocolo de Kyoto, que os Estados Unidos se negaram a assinar (!!!!!!).

Cara, aí quando o Olavo de Carvalho fala sobre analfabetismo funcional o pessoal fica de beicinho em relação a ele.

Sacou que nós estamos brincando de fazer regrinhas com o coleguinha que vai poder aproveitar e se lambuzar na brincadeira só para nós ficarmos olhando? Quando temos seis anos de idade é tão claro ver isso!!!! Na hora damos o grito e o coleguinha esperto baixa sua bola rapidinho. 

Olha só a perversidade de como essa turma lida com esse assunto. O texto do lado direito cita que o desmatamento é a causa primeira da poluição mas que isso também “machuca” a agricultura americana. Cita que “o crescimento de plantações no modelo slash and burn (aquele que desmata com corte e queima de florestas) rebaixa produtores americanos” e que também “reduz os preços da commodities, machucando a competitividade e impondo mais esforços excessivos às famílias americanas”. Cara, eles literalmente pintam a nós como vilões desgraçados do meio ambiente e principalmente do ganha pão americano, como se estivéssemos roubando das crianças deles, mas a pérola é esse trecho aqui que eu destaquei no quadro vermelho:

“There is a simple solution that is fast, effective and affordable. Protecting these forests for future generations as part of a solution to climate change will give Americans a fair chance to compete.”      

Vamos à tradução desse pequeno trecho:

“Há uma simples solução que é rápida, efetiva e acessível. Protegendo essas florestas para as futuras gerações como parte da solução para a mudança climática irá dar aos americanos uma chance de competir justa.”

É de uma canalhice sem tamanho!!!! Apelam para o emocional, puxam a sardinha da mudança climática e bum! colocam o americano como vítima dessa ação cruel e perversa perpetrada por nós, os vilões dos países tropicais….

I hurt you? You hurt my feelings talking like that!

Mas vamos continuar aqui comentando sobre a apresentação do Evaristo. Já passamos pelos 30,2% de preservação e agora vamos comentar sobre 10,3% das terras brasileiras que hoje estão nas mãos do INCRA e de órgãos correlatos nos estados. O INCRA é o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária.

Lembra a um tempo atrás quando falávamos sobre os latifundiários com terras improdutivas? A imagem mental que eu fazia era a de um fazendeiro com camisa e calças brancas, de botas e um cinto grandão, gordo e com um chapéu todo invocado…. 10,3% do Brasil nas mãos de uma única finalidade faz do Estado o maior latifundiário improdutivo do país, e o que INCRA e órgãos correlatos fazem com essas terras? Assentam integrantes do MST. Putz, com três mandatos e meio de governo, 10,3% do Brasil nas mãos, não se consegue distribuir essas terras para que MST seja um movimento do passado? E pior, impedindo o seu uso para que produção de verdade seja implementada? Ah, 10% é pouco alguém pode dizer. Mas esses 10% de terras em um cenário que já temos 30% já sem poder mexer significam quase 20% de terras com potencial e efetivo uso. Um quinto! Tiradentes ficaria com vergonha de nós….

Em resumo, quase 40% do Brasil está fora das mãos de qualquer chance de se produzir e as demandas por novas áreas de conservação, de terras para novos assentamentos, de terras para índios e etc só aumentam. A pergunta que não quer calar é: nós só temos um Brasil?

Sim, o vermelho aí da imagem foi de propósito…

Bom vamos andando aqui com outras informações que ajudam a derrubar nossos disjuntores.

Em Maio de 2018 foi esgotado o prazo para que os proprietários de áreas rurais realizassem o CAR – Cadastro Ambiental Rural, com o objetivo de levantar informações mais precisas sobre tudo relativo ao campo e que ajudem a “formar uma base de dados estratégica para CONTROLE e monitoramento das florestas e demais formas de vegetação nativa do Brasil.”

Sim, o texto não está estranho não, o Estado quer ter controle sobre a floresta privada. Eita, que democracia é essa heim? É assim que o Estado se comporta com quem o ajuda a equilibrar a balança comercial…..

Tudo isso foi feito para mapear se as propriedades rurais privadas estavam cumprindo fielmente o estabelecido em legislação para a chamada Reserva Legal. O que é uma reserva legal, é uma parte da terra privada que por características do bioma, presença de nascentes de água e outros critérios objetivos e subjetivos precisa ser preservada do manejo normal na ordem de 20% da área, podendo chegar a até 80%. 

Depois de levantados os dados do CAR, que corresponde a 93,6% dos quase 5 milhões de propriedades rurais existentes no Brasil, sabe qual foi o número que eles descobriram? A expectativa era que em média cerca de 20% a 25% das propriedades fossem preservadas (sim de novo o estereótipo do fazendeiro malvadão que era descumpridor das leis aparece). Vou mostrar a imagem dessas terras preservadas e falo o número depois.

Você vai assustar com esse número.

Nada menos que 50% das propriedades rurais são efetivamente preservadas no Brasil. Em termos de Brasil isso corresponde a 25,6% do território brasileiro…

No resto do mundo é assim: o proprietário rural utiliza 100% do espaço territorial que é dono, só no Brasil é que utilizamos 50%….

É o único país no mundo que impõe isso ao seu produtor de alimentos. Sacou que eu usei a expressão produtor de alimentos? É uma tentativa de tirar da sua imagem mental o fazendeiro gordão e mal que eu pintei ali atrás.

Veja só, você ganha uma grana na mega-sena, e vai investir em agronegócio (afinal de contas, parece que é um bom negócio não é?) aí você compra uma propriedade inteira de 1000 hectares, mas só vai usar 700 hectares, e não, não vai ganhar um desconto equivalente aos 300 hectares que não vai usar. Mas não para aqui. Olha só, se ocorrem invasões em áreas de preservação ambiental, o Estado corre atrás do bandido, mas se não consegue alcança-lo fica por isso mesmo…. Mas vai você proprietário rural deixar seu gado invadir a área de preservação e um drone do Estado o flagra nesse grave delito? você vai pagar uma multa. E isso vai ocorrer também, se pegar fogo, se invadirem nessa área… ou seja, além de não poder usar os 300 hectares da SUA propriedade, vai ser vigiado constantemente para não dar merda nesse espaço e todos os custos de preservar o seu ambiente, é só seu.

As estimativas em valores patrimoniais dessas áreas que são preservadas, chegam a R$ 3,1 trilhões de reais. E as despesas anuais para sua manutenção chegam a R$ 20 bilhões.

Juntando a área protegida a área preservada do Brasil nós temos 49,8% do Brasil o qual não se põe a mão para produzir um grão de feijão que seja. E isso corresponde a 28 países europeus em área.

É muita coisa sendo preservada né?

Mas espere, ainda tem uma área aí que não tem jeito de ser usada. O espaço físico ocupado por rios e seu entorno, e as chamadas terras devolutas também não entram no território que pode ser utilizado para fins comerciais o que no fim das contas gera 66,3% do território brasileiro que não é utilizado produtivamente equivalente a 48 países europeus.

Vamos derrubar mais um disjuntor aí na sua cabeça. Olha o gráfico abaixo:

Sabe como é nos Estados Unidos? 20% de preservação e 80% de uso.

Sim, você não está entendendo ele errado. Somos o segundo maior produtor de grãos do planeta, usando apenas 7,8% do nosso território para plantio. Tudo o que se planta em nosso país, café, soja, laranja, para exportação e para consumo doméstico, está dentro daqueles 7,8% de território….. e sabe quem praticamente ratificou esse número? 

Nasa mapeia áreas cultivadas

Estou deixando o link para você ver com os próprios olhos, pois segundo dados levantados pela Nasa o Brasil ocupa 7,6% do território nacional com cultivo de plantações. Dá para dar o desconto da margem de erro né? E segundo o Evaristo, a Embrapa sabe onde está a diferença dos 0,02% rsrsrsrsrs.

Agora eu prometo que é o último gráfico que eu vou mostrar e com ele eu fecho a tampa do balaio de mentiras que vivem dizendo por aí.Uma das grandes mentiras ditas aos quatro ventos é que a criação de cabeças de gado está destruindo nossas matas. Pois bem, veja só os números que o Evaristo nos mostra: 

Adivinha só…

Eu gosto muito de comparar os números de gráficos, o gráfico tem essa capacidade legal de impactar visualmente uma informação. Mas quanto é essa melhora do uso do território entre 1990 e 2014?

Estamos falando de um aumento de produtividade de cerca de 60%. Me diz o que melhora 60% de eficiência nos dias de hoje? 

Muito bem. Está claro para mim uma coisa, existem os maus profissionais? Os que querem levar vantagem em cima dos outros? Os que burlam de forma ativa e consciente as regras, pois se beneficiam disso e caso necessário corrompem quem está em volta para ajudar a permanecer dessa forma. Esse tipo de gente tem em todo ramo de negócios. Para eles, a solução é fiscalização correta e aplicação das leis, não há outro remédio.

Mas fazendo justiça a quem faz as coisas direito temos que ter a percepção crítica que um proprietário rural que não preserva suas terras é um burro. Simples e direto, assim mesmo. Ele tira o sustento dele e da família e emprega muitas pessoas usando a terra, nada mais inteligente que usá-la de forma sábia, de forma a garantir que ela sempre produza, então essa história de sustentabilidade temos que ter a decência e humildade de perceber que a maioria dos produtores rurais brasileiros são especialistas nisso e deveríamos na verdade é dar a palavra para que eles nos ensinem como fazer e além disso ao resto do mundo.

Eu aguardo ansioso a apresentação de medidas do novo governo que ajudem a tornar esse fardo dos nossos produtores de alimento ser menos pesado, que eles conduzam sua produção sem estar acorrentados por um Estado lento, que mais limita do que efetivamente incentiva o seu excelente serviço prestado à nação brasileira.

E a você, produtor rural que está lendo esse conteúdo e sabe de cor e salteado a realidade do que o Evaristo dividiu conosco no vídeo, só tenho uma coisa a dizer: muitíssimo obrigado por sua abnegação na luta diária de produzir os alimentos que consumimos, eu me sinto mais que um admirador, me sinto inspirado pela capacidade que você tem de tomar as porradas de todos os lados e continuar fazendo esse excelente trabalho.

Um abraço produtivamente focado,
Fernando Sobrinho

Não fique aí quietinho, se quiser dar um pitaco, esse espaço aqui é seu!

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